segunda-feira, 24 de março de 2008

Conhecidos em todo o mundo


“...em todo mundo é proclamada a vossa fé .” (Romanos 1:8b)


Muitas vezes passamos pelo começo das cartas de Paulo e, como suas aberturas são parecidas na forma, vamos rapidamente avançando pelo texto até encontrarmos o começo do tema da carta ou dos assuntos práticos que cada uma delas trata. Com isso deixamos de prestar atenção às aberturas , orações e às saudações.

Ao escrever para a igreja de Roma, uma igreja que ele não conhecia pessoalmente, Paulo destaca o fato da fé dos crentes daquela cidade ser conhecida em todo mundo, fato menosprezado por alguns que alegam que , sendo a capital do mundo antigo, é óbvio que todos prestassem atenção no que acontecia por lá.

No entanto, quando olhamos para a nossa igreja, situada numa cidade que é a maior da América do Sul, num bairro densamente povoado, vivendo em tempos em que a comunicação é muito mais rápida e eficiente que nos tempos de Paulo, devemos nos perguntar : por quê não conseguimos ser tão conhecidos quanto a igreja de Roma ?

Ao lermos com calma a carta aos Romanos , prestando atenção não só nos grandes temas ( e que temas grandiosos tem essa carta), mas também nos pequenos detalhes , podemos entender o que fazia dessa igreja uma comunidade notável e aprendermos como é que nós, numa pequena comunidade , em um das centenas de bairros da cidade de São Paulo poderíamos fazer para também nos tornarmos uma igreja digna de graças a Deus pela difusão da nossa fé.

O que fazia da Igreja de Roma uma igreja conhecida em todo o mundo ? O que nós podemos fazer para sermos uma Igreja como aquela ? Nessa semana vamos meditar sobre o primeiro aspecto da realidade romana que poderia também ser a nossa.

A diversidade evangelizadora

O primeiro aspecto importante a respeito da igreja de Roma era a sua diversidade. Ninguém sabe ao certo quem fundou a igreja , mas moradores de Roma estavam em Jerusalém no dia de Pentecostes e podem ter sido os que levaram o evangelho para lá. De qualquer forma, a igreja era composta tanto de judeus como de gentios e, certamente, com o predomínio desses últimos, também era uma igreja de pessoas fortes e fracas, ricas e pobres, senhores e servos.

Uma igreja formada com base em gentios é uma igreja que prega o evangelho mais do que arrebanha crentes de outras igrejas. Quando isso acontece é porque a igreja efetivamente entendeu a sua missão e quer compartilhar a sua fé com os demais, uma igreja em que a grande maioria é de crentes antigos perdeu a sua vocação e tende a desaparecer.

Quando a igreja tem pessoas fortes e fracas na fé é uma demonstração que muitos são recém chegados, ainda estão bebendo leite espiritual, sendo discipulados , aprendendo com aqueles cuja fé é sólida e saudável.

A Igreja que tem ricos e pobres, senhores e servos, é uma igreja em que o amor prevalece sobre as diferenças, onde todos se consideram irmãos em Cristo e compartilham da riqueza espiritual, não com as diferenças materiais.

Uma Igreja conhecida em todo mundo é aquela que evangeliza todo mundo.

Uma igreja em vários locais

Outro aspecto significativo que encontramos em Roma é a respeito do funcionamento da Igreja e da sua localização. A Igreja de Roma não estava confinada dentro das suas próprias paredes, talvez fosse uma igreja que nem tivesse uma sede.

Paulo menciona pelo menos três vezes o termo “ a igreja que se reúne em sua casa” . As casa eram apenas pontos de encontro, a igreja eram as pessoas e não o prédio.

Quando falamos sobre as nossas igrejas invariavelmente estamos nos referindo aos prédios onde se encontram os templos e as salas de escola dominical. Falamos que a nossa igreja está em reforma (e eu que pensava que já éramos reformados desde Lutero...), que a nossa igreja fica no endereço tal, que o telefone da igreja tem um número específico.

O grande problema é que o prédio da igreja não tem fé para ser proclamada em todo o mundo e por isso mesmo é que não conseguimos nos equiparar à igreja de Roma nesse aspecto. Enquanto olharmos para a nossa igreja como um amontoado de tijolos e cimento não seremos conhecidos nem pelos vizinhos da esquina.

Uma igreja conhecida em todo mundo é construída sobre os crentes , não sobre tijolos e pedras

Uma Igreja que trabalha

Perca uns minutos lendo as saudações que Paulo envia a diversos membros da Igreja de Roma no final do livro. Você vai encontrar algumas expressões como : “ Febe está servindo...Priscila e Áquila colaboradores...arriscaram... Maria muito trabalhou... Andrônico e Júnias... companheiros...Urbano...cooperador...Trifena e Trifosa...trabalham no Senhor...Pérside... também muito trabalhou... Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas,Júlia, Nereu, Olimpias e todos os santos que se reúnem.

Você percebeu ? Todos esses nomes estão associados a algum verbo que indica atividade. Eram pessoas que faziam alguma coisa pela igreja, pessoas que trabalhavam para o Senhor e não apenas ficavam esperando que alguém fizesse tudo por elas.

Mas nós temos o mal costume de achar que sempre vai ter alguém na igreja que vai cuidar das coisas, alguém vai pregar, alguém vai discipular, alguém vai....menos nós. Estamos nos transformando naquilo que o teólogo James Packer chama da religião da banheira quente, ou religião da vida mansa. Queremos apenas sentar numa banheira quente e aproveitar o momento. Tudo o que significa trabalho deve ficar bem longe de nós.

Se você espera que a sua igreja seja conhecida quando os seus membros nada querem fazer por isso , pode esquecer. O mínimo que acontece nesses casos é a igreja escoar pelo ralo da banheira.

Uma igreja conhecida em todo mundo é uma Igreja que trabalha.

Uma igreja missionária

A igreja de Roma , certamente foi fundada por missionários. Não foi Paulo, o apóstolo dos gentios, tão pouco Pedro ou qualquer um dos outros discípulos de Jesus. Alguns supõe que tenha sido fundada por Áquila e Priscila, companheiros de Paulo, mas que não eram formalmente missionários. Muitos acreditam que tenha sido fundada por romanos presentes em Jerusalém no dia de Pentecostes que também não eram exatamente o que nós entendemos por missionários.

Essa é a grande diferença dessa igreja, seus missionários não precisavam ser pessoas formadas e preparadas para trabalhar em missões. Áquila, assim como Paulo, era um costureiro de tendas, Amplíato, Urbano, Eustáquis eram escravos. Rufo e sua mãe tinham conhecido Paulo em outro lugar e, portanto, levaram a Palavra com a sua mudança.

Você lembra quando você cantava na escola dominical “ posso ser um missionáriozinho, se falar de Cristo ao companheirinho...” ? É justamente isso que faziam os crentes de Roma, falavam de Cristo ao companheiro, ao vizinho e, aproveitando sua posição privilegiada como capital do mundo antigo, levavam essa mensagem até os confins da terra. Nós preferimos que o pastor seja um missionário, ou que o presbítero pregue a palavra, ou apenas que algum crente corajoso seja capaz de levar o evangelho aos índios, aos muçulmanos ou ao turcos.

Enquanto cada um de nós ( que somos a Igreja) , não se dispuser a ser um missionário, será impossível que sejamos reconhecidos pelo mundo como pessoas de uma fé notável

Uma igreja conhecida em todo mundo é aquela em que cada membro é um missionário.

Resumindo

Uma Igreja conhecida em todo mundo é aquela que evangeliza todo mundo : isso acontece é porque a igreja efetivamente entendeu a sua missão e quer compartilhar a sua fé com os demais

Uma igreja conhecida em todo mundo é construída sobre os crentes , não sobre tijolos e pedras : A igreja não pode ficar confinada dentro das suas próprias paredes.

Uma igreja conhecida em todo mundo é uma Igreja que trabalha : se você espera que a sua igreja seja conhecida quando os seus membros nada querem fazer por isso , pode esquecer

Uma igreja conhecida em todo mundo é aquela em que cada membro é um missionário : enquanto cada um de nós (que somos a Igreja) , não se dispuser a ser um missionário, será impossível que sejamos reconhecidos pelo mundo como pessoas de uma fé notável

O que você espera de você mesmo enquanto igreja ? Essa situação só pode mudar quando cada um de nós resolver assumir que , de fato, é um pedaço dessa igreja e contribuir para que, juntos, possamos crescer e cumprirmos a nossa vocação cristã.

9 comentários:

Lou Mello disse...

Então, passei para conhecer. Paulo é isso: eclesiologia. Achei sua idéia muito boa e, de fato a dificuldade será encontrar um meio termo entre os extremos ortodoxos e liberais, mas sei que você saberá fazer isso muito bem. Quanto a carta aos Romanos, meu professor de Novo Testamento prefiria chamá-la de "Evangelho de Paulo".

Anônimo disse...

Fabião...lembra de mim ??? Rodrigo irmão da Márcia...
(www.downhillmachine.blig.ig.com.br downhillslide@hotmail.com)

Minhas voz continua a mesma, ms meus cabelos...(Cabelos ???rs...)

Enfim...fiquei feliz em receber o link do seu blog num e-mail encaminhado pela Márcia...e mais feliz ainda por poder refletir em textos escritos por pessoas de credibilidade...(Crentes que pensam).

Conte com minha visitação !!!

Um abraço;

Rodrigo

Vilma disse...

Muito bom Fábio, muito mais que ser cristão é preciso agir como tal.

Volney Faustini disse...

Super Fábio

Estava faltando esse seu lado na blogosfera. Para os seus queridos leitores, nos quais me incluo, será mais um ponto de parada...

Favor ir aos poucos please. O que eu não conseguir entender depois da 3ª leitura a gente vai pra almoço e você me faz uns gráficos ... he he

Maas, apesar de magro, o que precisamos mesmo é de gente de peso com conteudo e vida - se abrindo e conversando com a gente.

Grande alegria ! ! !

Socorro disse...

Irmão Fábio, gostei muito do que li em seu espaço. Para falar do papel transformador que a nós, enquanto igreja de Cristo, deveríamos exercer em nossa sociedade, recorto entrevista que li na Revista Amanhã, em que o autor fala que o brasileiro é um fatalista. O título é: Nas mãos de Deus e do Estado. Fica a reflexão: o percentual de evangélicos no Brasil não deveria já ter promovido uma transformação radical em nosso país? Ou, esse mundo não tem jeito mesmo, é entregue ao príncipe da trevas? Estamos tão voltados para nós mesmos, individuais, focados apenas em nós e no máximo em nossas famílias, que não conseguimos atuar para que Deus transforme nossos empregados, vizinhos, nossas cidades, as escolas públicas, o sistema de saúde pública. Bom, veja a entrevista de que falei abaixo.
Alberto Almeida
Sociólogo
O autor da pesquisa que deu origem ao livro
A cabeça do brasileiro vê um país fatalista,
com pouca disposição para empreender e muito
inclinado à idéia de que quanto mais governo, melhor



Eugênio Esber




O sociólogo carioca Alberto Carlos Almeida sabia, claro, onde estava pisando quando propôs à Fundação Ford uma espécie de raio-x do que pensam seus compatriotas. E não deu outra: ao final das 2.363 entrevistas que realizou, com o apoio de universidades de todo o país, apareceram traços que ele já havia encontrado na obra do antropólogo Roberto DaMatta, autor de clássicos como “Carnavais, Malandros e Heróis” e “O Que Faz o Brasil?”. Mesmo assim, Almeida ficou impressionado com o painel que teve em mãos. “O quadro é pior do que eu pensava”, diz o autor de “A Cabeça do Brasileiro”, livro que reúne as conclusões da pesquisa aplicada em 103 municípios do país – aí incluídas 27 capitais. Com doutorado em Ciência Política pelo Iuperj, Almeida prepara o lançamento de “A Cabeça do Eleitor”, que também se apóia em uma pesquisa. “É sobre o que o eleitor leva em consideração no momento em que faz sua escolha”, resume o sócio do Instituto Análise, empreendimento que prentende transformar em seu QG de consultoria.
Você se surpreendeu com os resultados da pesquisa que deu origem ao livro “A Cabeça do Brasileiro”?
A pesquisa me surpreendeu em dois aspectos. Em primeiro lugar, porque o quadro é muito ruim. Claro, depois que você pára para pensar, a surpresa deixa de ser surpresa. Mas em geral a situação do Brasil é muito ruim. O brasileiro tem uma mentalidade muito arcaica, antiga, atrasada. Quando você pega todos os resultados juntos e vê o panorama total, é surpreendente. Eu não esperava, por exemplo, um conservadorismo tão grande com relação às práticas sexuais. Ficou claro que o brasileiro é um falador. Fala mais do que faz. O segundo aspecto que me surpreendeu na pesquisa é o valor que se dá à hierarquia, algo bem típico da obra do Roberto DaMatta. O brasileiro é hierárquico, e muito. Continua chamando o patrão de “senhor” mesmo que ele faculte ao empregado chamá-lo de você...
A surpresa, então, vem menos do atraso e mais da proporção que assume?
Exatamente. No fundo, eu esperava menos. Só que, aí, você se debruça sobre os resultados e começa a ver melhor... A escolaridade do Brasil é uma das piores do mundo. Quando tomamos a Europa, Portugal tem uma das escolaridades mais baixas. Quando tomamos as Américas, isso se aplica ao Brasil. Não é por acaso. Tal pai, tal filho. A cultura portuguesa que não valoriza a escolarização foi trazida para o Brasil. Por isso somos assim.
Um traço do nosso atraso seria a falta de confiança nas instituições?
O brasileiro confia realmente na família – muito mais do que em qualquer outro grupo social: amigos, colegas de trabalho etc. A confiança na família é gigantesca. Esse familismo muito forte explica por que se empregam tantos parentes em cargos de confiança.
O nepotismo, que tanto escândalo gera, seria então algo muito natural na cabeça do brasileiro?
A sociedade inteira faz isso. Basicamente, o que acontece é que a gente fica muito indignado com os políticos, mas o livro manda um recado diferente. Ele está dizendo que não são os políticos a fonte do problema. É a sociedade. A sociedade é assim. Costuma-se dizer: “Ah, ele foi eleito e se transformou”. Errado. O político, quando foi eleito, não mudou. Ele foi criado naquela sociedade e é produto dela. Ele confiava na família antes de ser eleito, e continuou confiando depois de eleito. Qualquer um que fosse eleito faria a mesma coisa. Esse é que é o problema. Não adianta você esperar as mudanças mudando o governo. O governo é resultado da sociedade.
Como esse familismo se manifesta nas empresas?
Se a sociedade é familista, você entende, por exemplo, por que no Brasil você tem tantas empresas familiares. E quem instituiu as empresas não-familiares não foram os brasileiros. Foram as multinacionais, que chegaram aqui com outra ideologia, outra cabeça. No Brasil, em alguns lugares a empresa é familiar, mas passou a exigir qualificação do familiar. A Gerdau, no Sul, é assim: o mais qualificado sucedeu o Jorge (Gerdau Johannpeter). Mas isso é raro. E o familismo também aparece em multinacional. Às vezes, alguém que tem poder em uma multinacional emprega um parente seu, ou da esposa.
“O cara sem escolaridade, quando perde o emprego, vai rezar, pedir auxílio ao governo... Ele tem uma vida insegura e por isso acaba querendo mais governo. É uma proteção”
É um traço que pode ser percebido em todas as classes, indistintamente?
Mesmo no nível superior completo, 96% confiam em primeiro lugar na família. É quase 100%. A questão é que, no nível superior, a diferença entre quem confia na família e quem confia sobretudo nos amigos é de 35 pontos percentuais. É bem menos do que no segmento de escolaridade baixa. Ali, a diferença em favor da família é de 60 pontos percentuais.
O que há de medieval na cabeça do brasileiro?
No fundo, muita coisa. Avaliamos a a visão que o brasileiro tem do destino. Resultado: 60% acreditam que todo o destino, ou grande parte dele, está nas mãos de Deus, e os homens não controlam nada, ou são capazes de mudá-lo muito pouco...Acham que tudo está nas mãos de Deus – ou quase tudo...E só 14% entendem que não há destino. Isso eu considero um quadro de idade média, que justifica muitas coisas. “Ah, estava no lugar errado, na hora errada. É o destino. Deus quis...”
É um indício de que os brasileiros acreditam muito em Deus e pouco em si.
De fato. Quando você junta o familismo e essa visão fatalista, depara com um limite importante para a atitude de empreender. Aquela coisa: não sobrou nada para eu fazer, tenho de abrir uma birosca. Não há empreendedorismo.
A pesquisa flagra uma conexão entre postura estatizante e baixo nível de instrução dos brasileiros. Mas há brasileiros cultos com essa mesma visão.
Vou falar uma coisa que serve para todas as respostas da pesquisa. A sociedade tem uma massa critica, isto é, uma certa quantidade de pessoas que pensam de um jeito. A nossa massa crítica de grau superior é pequena. Ela tem muito pouca capacidade de mudar ou influenciar a grande massa que tem escolaridade baixa. Se, em vez de 10%, tivéssemos 30% dos brasileiros com ensino superior, o Brasil seria muito diferente. Teríamos uma massa crítica brutal, gigantesca. Na situação de hoje, até mesmo quem tem escolaridade mais alta está num ambiente em que todo mundo quer o governo. E aí é complicado você também não querer o governo, ou querer menos governo.

Ulisses disse...

Caro Fábio,
pesquei seu blog sem querer em uma pesquisa sobre Calvinismo.
Tenho uma pergunta.
Em uma perspectiva calvinista, como deve o crente se posicionar frente ao avanço, por exemplo, do islamismo? Existem estatisticas alarmantes que dizem que alguns países europeus serão predominantemente muçulmanos em alguns anos.
Uma vez que o número dos salvos já esta determinado desde a eternidade, isso é motivo de preocupação?
Espero que me tenha feito claro.
Cordialmente,
Ulisses Araújo
email: ulisses.araujo.silva@gmail.com

Fábio Adiron disse...

Ulisses

Religiões não cristãs existiram em todos os tempos e sempre vão existir, algumas em expansão, outras em desaparecimento.

Não é a primeira vez que o islamismo se expande, cresceu há séculos pela guerra e hoje cresce pela imigração.

Na verdade, nem é por uma perspectiva numérica que isso não deve nos preocupar, Jesus já nos disse que eram poucos os escolhidos.

A nossa convicção é que aqueles a quem o ES chamou, esses são salvos e não vão perder a sua fé, nem a sua salvação (como não perderam tantos cristão que passaram por provas muito mais sérias que a concorrência de outra religião).

Forte abraço

Ulisses disse...

Bem, Fábio, isso significa que devemos continuar pregando como sempre pregamos, mas sem a pressão de "competir" com aqueles que professam outra fé. Estou certo?

Fábio Adiron disse...

Ulisses

Certamente não é uma questão de competição (ainda que algumas igrejas achem que quantidade é mais importante que qualidade)

O que não significa que não devamos levar a palavra a todos.