quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

De quem mesmo é a festa?

A minha casa será chamada casa de oração… Mateus 21:13a


Na semana em que chegou à Jerusalém e que seria a sua última semana antes da crucificação Jesus foi até a igreja – o templo de Jerusalém. Ao chegar lá encontrou um verdadeiro circo de vendedores, cambistas e marreteiros. Sua reação foi a mais lógica possível, expulsou de lá todos os que compravam, vendiam, derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas.

Na semana que antecede o Natal, olho para as ruas, para as casas , para as pessoas e parece que só enxergo as palavras : promoção….liquidação…..compre agora….Nas noites de Natal olho para as ruas , para as casas, para as pessoas e parece que só enxergo as expressões : coma…. beba…divirta-se...

Fico imaginando a chegada de Jesus em uma das casa onde supostamente o Seu aniversário está sendo comemorado. Provavelmente se irritaria tanto ou mais do que se irritou ao chegar ao templo. Pior, seria mal visto pelos participantes da festa e ainda correria o risco de alguém chamar a polícia para se livrar daquele “arruaceiro”.

Talvez seja por isso que o Natal acabe sendo uma data triste para muitas pessoas – porque elas esqueceram de convidar para a sua festa e para a sua vida a pessoa mais importante deste dia.

Eu desejo que o seu Natal seja muito feliz. Mas lembro que se Cristo não estiver presente ele vai ser só mais uma reunião de família ou de amigos que simplesmente vai acabar no dia seguinte com uma ressaca, uma indigestão ou uma frustração com os presentes do “papai noel”.

Eu desejo que não só seu Natal seja muito feliz , mas que sua vida toda o seja (e não só no ano novo, mas em todos os que vem pela frente ) , “porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu ; o governo está sobre os seus ombros ; e o seu nome será : Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” ( Isaías 9:6)

2 comentários:

bete disse...

E ainda mais bombardeados por canções do tipo "a festa é sua, a festa é nossa".

Jesus, o homenageado mais esquecido da história...

Cássio disse...

É, caro Fábio,
concordo.
O Natal deveria ser uma busca, uma pergunta, uma pesquisa, sim.
É quanto a um significado que preserve, mas que se desenvolva; que alegre, mas que também nos faça indagar: por que os vendilhões voltam todos os anos?
E por que não lhes derrubamos as mesas?
Por que não lhes avisamos: "Isto é uma casa de oração. Onde estão as orações, em vez das negociações?"
Deveria ser de doações... tal como o fez o próprio Deus!
Um frio na espinha: "E se os enfeites das lojas foram o que resta do Natal?!"
Abraço,