quinta-feira, 26 de junho de 2008

Adoradores de Baal

"...mas vos serão por laço e rede, e açoite às vossas ilhargas, e espinhos aos vossos olhos, até que pereçais nesta boa terra que vos deu o Senhor, vosso Deus" Josué 23:13

Abraham Maslow é um nome mais do que conhecido por todas as pessoas que já fizeram alguma matéria ligada ao comportamento humano, sua famosa hierarquia de necessidade humanas talvez seja um dos modelos mais famosos na psicologia. O quarto dos cinco degraus dessa escala é o que trata das necessidades sociais ou de auto-estima e o principal aspecto desse degrau é a necessidade de pertencimento, ou seja, o ser humano precisa se sentir como parte de um grupo social, precisa do aval do seu grupo social para se sentir feliz.

Até aí, nada que possa interferir na vida religiosa das pessoas. Os crentes podem perfeitamente ter seus grupos sociais aos quais pertençam. O problema é que muitos crentes querem se sentir pertencentes de grupos cujas práticas não são compatíveis com a fé que professam e com o que Deus espera deles.

Crentes que acham que não tem nada demais participar ativamente de festas dedicadas a ídolos alegando que são apenas "inofensivas comemorações folclóricas". Crentes que acham bonitinhas fantasias de festas dedicadas a bruxas. Já ouvi até crentes que alegam que o carnaval é apenas um comemoração da alegria e que devem participar dessa felicidade carnal.

Conheço escolas e igrejas protestantes que inventaram simulacros das festas juninas (festa de origem portuguesa dedicada aos "santos populares", especialmente Antônio, João e Pedro) para agradar seus clientes. Acendem a fogueira comemorativa do solstício de verão, erguem os mastros dos santos e, se distrair ainda distribuem simpatias de Santo Antônio.Claro que também conheço escolas que, por saberem que seus alunos são de religiões diferentes, já avisam no começo do ano que a escola não tem esse tipo de comemoração, e por isso são acusadas, inclusive por alguns crentes, como sendo aquela gente "ortodoxa".

Apesar de todos os avisos de Deus, o povo judeu também quis se sentir pertencido na Terra Prometida, afinal, por que não socializar com os povos pagãos que habitavam na região participando de suas festas e comemorações ? Por que não imitar aqueles postes-ídolos tão bonitinhos (mastros) ? Eram festas tão bonitas que eram dedicadas a falsos deuses, apenas uma manifestação regional...

As consequências dessa confusão religiosa vocês todos, como bons leitores de Bíblia, já conhecem, afastamento de Deus, impureza, guerras, perseguições, cativeiro e destruição.

Será que realmente precisamos participar desses eventos que nos afastam de Deus para galgar o degrau da necessidade social ? Ou a graça nos basta ? Será que precisamos mostrar que somos iguais a todo mundo ou vamos ser sal da terra e luz do mundo ?

Se optarmos pelo afastamento de Deus, já sabemos o que nos espera. Se vamos ser insípidos, para nada serviremos além de sermos lançados fora e pisados pelos homens.

Um comentário:

Vilma disse...

Na escola das minhas filhas mais novas não existe festa junina( é uma escola cristã), o que nos causa grande alívio, mas na da mais velha a professora até dava ponto para quem participasse, deixamos apenas porque a música e a dança escolhida eram atuais e não refletiam a adoração aos santos, e também porque Valkiria já consegue se posicionar de maneira correta sobre o assunto.